2020

II -Segundo Ato

Aproveite a Leitura

  • O Policarpo

Uma Mandala Para Mandela


Nos liberte desse Apartheid!


- Algemas, prisões e coronéis,

me tirem dessas grades!

- Condenação, ditaduras, racismo, repressão;

injustiças tolas ou mera humanidade?


Esse espírito livre apenas voa,

onde quer que ele esteja,

nada poderá lhe aprisionar,

pensamento de um Mandela Africano.


- Nada abafa meu verso e meu cântico!

- Mesmo sem língua,

o silêncio ecoa dentro de mim,

ecoa e ecoa!


...Pensaria Mandela!


- Liberdade, liberdade,

é da minha alma;

voa e eu canto

pela eternidade!


Aqui jaz um profeta esquecido

na solitária e eternizado nessa metáfora!


Racismo tolo,

alguns homens brancos sempre em guerra

contra a humanidade,

alguns homens negros acreditando

que devem fazer o mesmo

e ser capatazes.


Todos sem amor, inseguros de si,

propagando a dor,

independentemente da cor!

A todos o ódio escravizou...

Guerra Racial, Social, Étnica,

Ideológica, Civil, Mundial!


Tolos, gastando suas balas

com vidas imortais,

generais, capitães do mato

e seus rifles imorais!

- Mandela, Mandela...

O canto ecoa!

Uma criança africana soa esse verso,

de pé no Cabo da Boa Esperança,

chorando sem esperança!


Criança nova em fuga velha,

corre e foge do capataz,

perdido, assustado.


Chorando canta seu poema

ao vento em versos livres.

Seu coração bate, diz diferentes línguas,

holandês, zulu, japonês, alemão,

inglês, hindu, árabe e cantonês...


Uma só criança,

cantando atormentado

no alto do Cabo da tormenta.


- Me ajude, me ajude,

- Mandela, Mandela!


No peito e no bolso uma mandala,

uma arte de cultura Zulu,

da luz e das trevas.

Ele joga ao ar!


- Renasça, meu príncipe!

- Mandela, Mandela, Mandela!

A Mandala plana no ar,

se quebra ao meio,

trevas para esquerda,

luz para direita!

Pousa no ar e se divide!


...Cai, vai ao mar

Em fúria estão as ondas,

os oceanos a dragam,

cada parte.


A criança canta e chora!

- Mandela, Mandela!

O mar ergue-se em fúria,

o Pacífico e o Atlântico!

Nuvens brancas em céu negro,

tempestade se aproxima

e o mar se inclina!

Os caçadores se aproximam

e gritam:


- Está lá, negro miserável,

- Eu vou te pegar!


A criança se ajoelha,

reza e canta.


- Mandela, Mandela!

Cai a fúria do trovão -

um raio cai antes

da chuva no chão...

Derruba uma gigantesca árvore!

Antes de cair de corpo e alma

a árvore gira, corta a tudo

e a todos que estão acima do chão.

Uma ceifa de árvore madura,

esmaga todas as coisas

de um metro até cinco de altura,

esmaga os soldados da ditadura.


Naquele raio de espaço

entre o caçador e a refeição,

só se salva o que já estava no chão!


Criança zulu ajoelhada no chão canta...


- Mandela, Mandela,

- Fiz essa mandala de coração,

- Perdoe meu medo e ouça minha oração!

Os capatazes perdem seus corpos, suas vidas,

perdem sua caça e a criança caçada!



...Mandela, Mandela, nos liberte da luz e da escuridão!


Poema Invictus

Nelson Mandela


UMA MANDALA PARA MANDELA

Policarpo Praxedes (2016)



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