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Surfe 2016 - A Tempestade Brasileira

Atualizado: Abr 29


O surfe brasileiro tem ganhado destaque no cenário esportivo internacional, atualmente somos os bicampeões mundiais da principal categoria masculina, com uma safra de talentos que tem se perdido no horizonte. E a temporada de 2016 acaba de começar, e tem tudo para consolidar os brasileiros como os grandes favoritos a mais um título mundial.

O Cenário do Surfe Profissional


Uma expressão cultural, é assim que definimos antes de tudo o surfe. Ele esta em um lugar entre o estado de espírito e integração à natureza, e no Brasil, assim como em todos os países do pacífico, sempre foi tratado como essa expressão cultural, um culto esportivo em si, transcendendo a barreira da competição - assim o esporte foi atraindo adeptos e fãs, até que a cultura do surfe emergiu das ondas para a arte - moda, música, cinema e tecnologia audiovisual, e é um campo que vai além da prática esportiva, por fim cria as melhores imagens possíveis, onde se integram, o competir, relaxar, transcender, natureza e o espaço de competição, Surfista - Mar - Ondas, onde nada está parado, tudo se move e esse equilíbrio gera resultados possíveis de se compreender e transformá-los numa competição, entre pessoas, povos e países, sem abrir mão da essencial entre o corpo e a alma.


Já o esporte - no início era um cenário do surfe masculino dominado por australianos e americanos, até que os havaianos começaram a quebrar essa hegemonia, inclusive nas épicas e acirradas disputas entre Kelly Slater e Andy Irons, nos mares do Havaí, para ilustrar melhor essa disputa, há um conceito eterno, em que todo e qualquer surfista que não seja natural havaiano, sempre será "rauli".


O têm Havaí disputado o campeonato de surfe com sua própria bandeira, como nação independente dos Estados Unidos, conservando assim o surfe como essência cultural do povo Havaiano. Mas ao longo das competições profissionais de surfe, não foram os havaianos que dominaram o cenário e abaixo descrevo os números de títulos de cada país.


Vale também a menção e pesquisa sobre as divisões do surfe feminino e surfe de ondas grandes, em que o Brasil é capitaneado pelo mestre Carlos Burle.



Países Campeões desde 1964

(Divisões Unificadas)

Austrália - 20

Estados Unidos - 19

Havaí - 5

Brasil - 2

Peru - 1

África do Sul - 1

Reino Unido - 1


O Havaí ainda teve em seu time de campeões atletas como Derek Ho e Sunny Garcia, quebrando assim essa bipolaridade do Surfe, os outros países campeões da principal divisão do surfe foram Peru (tido como os precursores da modalidade no pacífico), África do Sul e Reino Unidos, já atualmente, quem ameaça essa estabelecida hegemonia, principalmente dos Australianos, é o Brasil, com a conhecida tempestade brasileira.


A Competição e o Título Mundial



A Competição do Circuito Mundial de Surfe (WCT atualmente WSL), é dividida em 11 etapas, sagra-se o campeão aquele que somar o maior número de pontos em cada etapa do circuito ao longo do ano.

A pontuação geral dos surfistas ao fim da temporada leva em conta 9 dos 11 melhores resultados pessoais no ano. Ou seja, cada atleta terá descartada suas duas piores etapas na corrida pelo título.


1º colocado - 10.000 pontos (Campeão)

2º colocado - 8.000 pontos (Vice-campeão) 3º colocado - 6.500 pontos (Os eliminados nas semifinais) 5º colocado - 5.200 pontos (Os eliminados nas quartas de final) 9º colocado - 4.000 pontos (Os eliminados na 5ª fase) 13º colocado - 1.750 pontos (Os eliminados na 3ª fase) 25º colocado - 500 pontos (Os eliminados na 2ª fase)


Em cada etapa são definidas chaves de disputa (baterias), os maiores pontuadores nessas baterias se classificam. As chaves iniciais são feitas por três competidores, sendo que o primeiro colocado segue para a próxima fase diretamente, já os outros dois competidores vão para repescagem em novas baterias (2ª Rodada) para disputar a passagem à próxima fase da etapa. O tempo de duração de cada bateria é de 35 minutos.


A pontuação para cada onda é definida por cinco juízes, cada um deles define uma nota até dez, sendo que a menor e maior nota dos juízes são desconsideradas e as três notas restantes estabelecem uma média, que será a nota considerada. Cada surfista pode pegar um número ilimitado de ondas, e a soma das duas maiores notas determina o vencedor da bateria.


Os fatores de avaliação para cada onda surfada são variados, em cada etapa do mundial de surfe - determinadas manobras podem valer mais ou menos pontos, entre outros fatores de avaliação, sendo eles subjetivos, mas integram o fator surfista-onda.


Em algumas etapas são consideradas notas de manobras, sendo elas aéreas, rasgada - cutback, batida no lip, floater (...), considerando assim a plasticidade, versatilidade e o grau de dificuldade - entre a onda e o surfista, já as etapas do circuito consideradas clássicas, tais como as etapas de Fiji, Taiti e Havaí, os juízes consideram as notas em tubos, já os fatores são o tempo de permanência do surfista dentro de um tubo, profundidade, e a integridade, tanto na entrada (drop) até a saída (saindo junto ao bafo da onda) e o nível crítico da onda - a própria dificuldade na entrada e saída.


As Manobras



Aéreo

O surfista salta sobre a onda, podendo executar diferentes tipos de manobra no ar.

Batida no Lip (Crista da Onda)

O surfista bate com o fundo da prancha (parte baixa) na crista da onda (Lip).


Cutback

Manobra que envolve duas trocas de sentido no movimento do surfista, em ziguezague e igualmente cortando a onda.


Floater

O surfista percorre um trecho com a prancha em contato com a crista da onda.


Rasgada

O surfista faz rápida troca de direção, apoiando o pé mais próximo a rabeta (parte de trás) com força para espirrar o máximo de água possível para fora da onda, ou seja, rasgar a onda, ou batida.


O conceito de nota final dos juízes, sempre será um conjunto de fatores, sendo eles subjetivos, porém compreensíveis de se entender ao final de cada onda, pois grandes ondas facilmente satisfazem ao público, dando assim sentindo, ao que compreendemos como esporte.


As etapas de 2016 já têm datas definidas, elas ocorrem num espaço de tempo de 11 dias, pois para cada etapa a organização aguarda os dias que podem ter melhores condições de onda, geralmente considerando o Swell (Vento Terral), o vento que sopra da terra em direção ao mar, e o melhor volume da maré, para a formação da melhor qualidade de ondas.


As Etapas 2016