2020

II -Segundo Ato

Aproveite a Leitura

  • O Policarpo

Civilização - Um Mundo Criado Pelas Mulheres




Se tornou uma discussão crônica e tola, o machismo no mundo e as aspirações feministas, e como os espaços sociais (econômicos) no mundo foram sendo tomado pelos homens, enquanto para as mulheres caberia funções sem grande valor - mas será que são?


I - A Eterna Guerra dos Sexos -------------------------------------------------------


Eu pergunto - haveria dois sem um? Dia sem noite? Vida sem morte? Início sem fim?Paz sem guerra? Ódio sem amor? Homem sem mulher? Uma coisa sem outra?Haveria classificação ou compreensão possível do que nos é agradável, sem o que possa nos ser desagradável, e a beleza sem a necessidade do imperfeito - essa complementariedade já é o esboço básico, e conclusão sobre a necessidade de que além de tudo, não haja discussões sobre a necessidade da união de diferentes polos, e que esta união seja a culminação que nos aproximemos do perfeito e transcendamos o banal.


As funções sociais consideradas femininas, são conceituadas por uma compreensão popular universal, sendo elas - cozinhar, cuidar da casa, crianças, dar à luz (função biológica) - gerar descendentes (Gerar e Nutrir a Vida - para que ela exista), cuidar de seus maridos, pais, ou qualquer homem que seja e outras mulheres.


As mulheres foram então sendo esculpidas assim no imaginário real e irreal da humanidade - a de cuidadoras e educadoras. Um suposto fardo para as mulheres e uma necessidade para toda a humanidade. As alegorias e representações remetem sempre aos instintos básicos de qualquer espécie animal, ou seja, satisfazer a fome, libido, afeto, cuidados, ensinamentos e satisfações outras - funções que necessitam do componente feminino, porém essa relação da mulher e a sociedade nunca foi explicitada de seu real motivo ou causas. Como então a sociedade chegou a tal conclusão, ou quem realmente criou o mundo à essa maneira? - Ao longo do texto, a conclusão para tal resposta.


II - A Crise de Identidade, Papéis Sociais e Castigos --------------------


O mundo atual passa por uma distópica crise de gênero identitário e as mulheres ganharam novo status social (e já há décadas essa condição foi construída). Esse status funde-se aos papéis historicamente masculinos.


Ao mergulharmos na história, sendo ela real ou mitológica nos deparamos com inúmeras figuras femininas, relativas à força, poder e tantas outras virtudes, personagens tais como Cleópatra (s) - rainhas egípcias, ou Atena - já ela, figura mitológica, representativa da cultura grega, filha de Zeus. O nascimento de Atena é uma rica alegoria por sinal, saiu da cabeça de Zeus, após uma cirurgia feita pelo ferreiro Hefesto - Zeus reclamava de uma insuportável dor de cabeça e lá estava Atena, sua filha (sua representação em Ilíadas de Homero, ela se opua as decisões de Zeus e do Olimpo de diferentes formas). Na mitologia romana ela é equivalente e conhecida como Minerva, ambas com similaridades, porém diferentes, já seus símbolos regeram as ações dos homens da antiguidade em prol do trabalho, artes, ciência, religião, cultura e guerras.


A deusa Minerva, inclusive é a quem se relaciona a frase - "um voto de Minerva", ou seja, um desempate, nos dias atuais, cabe as mães esse voto de desempate (palavra final), ou liberação à um pedido do filho, do qual o pai prefere não proibir ou concluir a melhor solução ao pedido do filho. E o desacato à mãe pode representar menor dor física, porém é passível de castigos - chinelos voadores e outras tantas repressões, mais complexas que qualquer masmorra criada pelos homens (na verdade antecessoras). Ou a própria masmorra - é a representação metafórica dos castigos maternos da infância. Pois é, todas as crianças do mundo sofrem um nível de repressão (cruel e sútil), porém esses serão uma eterna prisão para nossas almas.


Abaixo um fragmento de um pensamento sobre a repressão primordial em nossos atos e cultura:

Quando nossas mães, ou mulheres, próximas a nós determinam o que devemos ou não colocar na boca, modos, postura, limites (...). Talvez assim elas tenham coibido o canibalismo nas espécies - ou uma simples vontade de irmãos devorarem irmãos, pais - filhos e assim por diante, inserido os reais complexos que nos cercaram para sempre.

III - Os Avanços da Civilização e os Símbolos Femininos -------------

As mulheres sendo reais ou irreais, sempre povoaram além da vida real - o imaginário humano masculino, pois representam alegorias fundamentais em todas as religiões


E se nos endaguassemos, e houvesse uma real ou ideal motivação pelas grandes mobilizações da história da humanidade - pois, quem mais seria a fiel confidente próxima a imperadores, czares, generais, presidentes, governantes, ditadores, mobilizando assim por indiretas sugestões - tropas, impérios, colônias, buscas, transformações, infindáveis descobertas e progresso do homem, tal como a conhecida rota da seda; guerras e conflitos - relações comerciais, apenas para atender às necessidades das mulheres de se vestirem bem e assim sentirem-se bem, com belos tecidos, a tal ponto de causar desconforto e inveja em outras mulheres (competir).


Retomando os recortes idealizados dos "papéis' - às mulheres se espera que possuam diferenciada destreza no tear, tecelãs e costureiras, com tamanha atenção e paciência para cuidar dos mais impensáveis detalhes de um bordado, que para os homens não passaria de excesso e tolice. Já aos homens, coube fazer a máquina de tecer, plantar o algodão, escravizar outros homens para aumentar a produção de algodão, buscar meios de captar seda de insetos, mesmo que fosse por vezes tarefas perigosas e mortíferas, entalhar e moldar palácios em destreza de detalhes, expressando complexos fetiches em arte e na cultura, até chegar ao ponto de mobilizar o continente europeu em destino ao continente asiático, os desdobramentos e meandros dessa história são extensos.


É até estranho ouvir que o mundo sofre um "regimento machista", pois desconheço escolas que ofereçam instruções primárias com homens, são todas mulheres, e assim é em berçários, maternidades; assim como as professoras mulheres, que oferecem aos pequenos estudantes o respeito e a educação necessária, que possivelmente homens não forneceriam às crianças em um "estágio selvagem" da vida, e dismórfico da maturidade humana, estágio esse fundamental ao regimento de valores, concomitantemente ao desenvolvimento intelectivo emocional.


A repressão que eu sugeri sublinhada acima - quanto ao que se deve colocar ou não na boca, é algo que pode nos mobilizar a falar, a expressar em choro, pedir coisas, comida, atenção - como dialeto materno e estrutura de comunicação primária, antes de dizer mãe e além dos estímulos necessários ao aprendizado da fala - temos o estímulo aos movimentos, estes em busca do peito que nos amamentou e comidas outras, para explorar um mundo de possibilidades e sucessivamente assim, em destino aos traços mais complexos e sofisticados em posterior fase.


Retornando à história - Ghengis Khan, tido como o maior general expansionista da humanidade iniciou os primeiros conflitos nos estepes mongóis motivado pelo sequestro de sua mulher amada*, até então sua primeira esposa, porém ao longo do imperialismo mongol, Ghengis Khan conquistou outras mulheres e assim unificou a Mongólia, até conquistar a China, ele parecia se motivar e retirar forças das mulheres com quem se deitava, e mesmo de sua própria história, em que sua mãe foi roubada de outro Clã pelo seu pai, e ela o defendia contra inimigos que o queriam morto desde jovem.

*Esse fato se mistura com lendas, pois seria inconcebível um homem fazer guerra por mulheres na cultura mongol - porém no fundo, talvez todas as guerras tenham sido motivadas em sua raiz primária, pela representação feminina no psiquismo do homem (retomando as ideias sobre o Complexo de Édipo freudiano).


IV - As Mulheres - Entre Lendas, Revoluções e Fatos --------------------


Já outro grande império o de Roma, foi construído inicialmente por uma lendária história, em que dois irmãos gêmeos foram abandonados em um cesto no Rio Tibre, então eles foram encontrados à margem do rio por uma loba, que amamentou-os, e a partir dali, deram início ao que seria conhecido como o mais vindouro império da humanidade. Moisés tem história similar, quanto a ser deixado à deriva em um rio, e ser adotado pelo Faraó do Egito e criado pela irmã do Faraó, até se rebelar e libertar os escravos Hebreus - no conhecido Êxodo.


Outro império considerado longevo, este dos tempos atuais - a Grã-Bretanha, é envolto a uma confusa história, que envolve tantos elementos míticos como religiosos - revoluções sociais e culturais religiosas, a tal ponto de mudar a mundo. Desde a era medieval este império aliás, sempre criou grandes revoluções, até se consolidar numa revolução intensa - a industrial, iniciada pela ampliação dos processos produtivos de tecidos e consequente alteração do modelo econômico do mundo.


As histórias míticas do império Britânico também são envoltos por guerras, conquistas, expansionismo, colonização, e algumas das figuras masculinas mais reais são grandes lendas, como Rei Arthur e o cavaleiro Lancelot, porém estes, sempre vivendo em função de mulheres (tais como nos contos de fadas - Princesas, Rainhas, Bruxas, Fadas, Feiticeiras - os homens por fim, fazem uma figuração, fundamental, porém figuração; príncipes acordando princesas com beijos, salvando-as de rainhas megeras e retirando feitiços de bruxas malignas e invejosas - entre outras histórias, muitas dessas dos lendários Irmãos Grimm). Na parte real da história do Reino Britânico, são as mulheres que tem estabelecido supremacia ao longo de gerações, inclusive na grande expansão do império britânico desde as cruzadas, até o descobrimento dos Estados Unidos da América, atual grande império da humanidade - cultural e econômico!


É estranho que hajam tantas figuras envoltas em mistérios para a compreensão humana, assim como Ísis no Egito, ou Virgem Maria e Maria Madalena no Cristianismo. Até mesmo no reino animal, são as Rainhas que verdadeiramente comandam formigueiros, colmeias, alcateias de felinos, manadas de elefantes e tantos outros coletivos, que envolvem sempre machos e fêmeas - defendem elas - suas criais de quaisquer predadores ou perigos naturais, com uma diferenciada garra e um tanto de intuição feminina.


Já no Brasil, sem qualquer guerra, foi então Princesa Isabel que assinou a Lei Áurea, determinando assim o fim da escravidão, sem que nenhum tiro fosse disparado, ainda no Brasil, não falta pastos, dos quais ordenhamos vacas, e delas o leite retiramos, tanto para conservar nossa estrutura nutritiva com base no leite, e também criando derivados, como queijos, doces, manteiga, ou seja, uma estranha ficção pelo leite materno, porém transferindo essa atual responsabilidade produtiva à fêmea bovina, o que seria afinal do mundo sem o leite, as vacinas foram encontradas em meio a essa relação, ciência e culinária juntas.

V - A Mãe Natureza ----------------------------------------------------------------------


Já a natureza, é tida como uma mulher - Mãe Natureza - assim como no campo simbólico, as imagens das mulheres são associadas às águas (Mar e Oceano), Lua e a Terra (eu poderia especular sobre muitos achados quanto à isso, porém prefiro desenvolver num âmbito científico mais profundo, destacado deste ensaio - antecipo apenas sobre algo, que chamo de águas negras da angústia - o retorno ao ventre). E há algo de sutil e tênue nessa associação da força feminina - uma força diferenciada dos homens, pois é algo superior à força muscular, é a força de gestos gentis e afetos propagados pelos princípios da feminilidade de cada espécie.


Se então o Sol, em meio a sua onipotência, onipresença e onisciência, assim como Deuses monoteísta e deuses politeístas (Zeus, Javé, Alá, Buda...) e outros, pode ser considerado um ser masculino, a simples e pequena Lua terrestre, pode destronar este Sol, apenas se colocando em sua frente - um eclipse - o venerado e místico eclipse, que igualmente assim como Sol e Lua, tem sua atenção em qualquer sociedade humana - tribal ou atual; mostrando assim aos homens, que a sutileza vence a força, sem grandes esforços.

As interpretações são as mais variadas, mas o aparato psíquico humano e animal, consegue traduzi-los (interpretá-los), pois foi dado a nós essa habilidade, de compreender os fenômenos e associarmos eles de tal forma, que o mundo possa ser uma verdade organizável e compreensível - tangível e os fenômenos façam assim, algum sentido, tal como o prazer em amar.


Abaixo outra cena representando o prazer essencial da alimentação:


Às mulheres cabe o papel de chamar os homens, ao mundo real, sentar-se-ão todos à mesa e comerão o jantar - retornarão aos princípios da realidade e do prazer. Preferencialmente que tenham modos na mesa, usem talheres, sentem-se direito, mastiguem, comam tudo, ao final claro - as mulheres esperam que os homens digam que gostaram muito da comida, já aquilo que vive no imaginário simbólico do homem, cesse por minutos diante da realidade dos prazeres e afetos possíveis do mundo, o aqui e o agora - possíveis há se conquistar ao alimentarmo-nos da comida, purificarmo-nos com bebidas, e assim se mistura o mundo de fantasias possíveis e realidade acessível - por uma via de amor, que facilmente nos acessa pela satisfação alimentar.

VI - Amor, Reprodução, Sexo e a Sociedade ---------------------------------

Quanto ao sexo, é de fato uma questão fundamental na natureza - multiplicar e perpetuar, porém não a mais importante, pois as mulheres são passíveis de um dom de propagar o amor a todos os homens que lhes convier, basta reuni-los sobre uma mesma mesa, em torno da comida, tal como os seios de uma loba - a távola redonda - a santa ceia, e assim por diante, em torno do alimento. Já a natureza sempre desenvolve recursos para extinguir espécies e fazer que elas ressurjam, ou encontrar caminhos diferentes de reproduzir a vida.


Em meio a debates históricos e contemporâneos, acredito que a tal revolução feminista, não passa de um embuste tolo, em meio à crise de identidade de gênero que mergulhou a sociedade, cíclica e incapaz de aprender com a verdade que passa diante de nossos olhos - a verdade sobre nossa natureza irracional, envolta em magia, milagres, amor, símbolos e infinidades de coisas, que ao se conectarem nos fazem reais, com dores reais e prazeres reais. Já nossa sociedade (em especial a ocidental) vive sobre uma dura pena, uma ditadura ideológica - envolta em talvez, numa fraqueza humana - a contradição - papéis se misturam e consequentemente a identidade de tais papéis criam uma estrutura caótica, de buscas sem reais objetivos, apenas uma expressão propagada por irracionalismo reflexivo, pois a humanidade chegou a uma desconfortável conclusão - gerada por uma invisível, mascarada e recalcada sociedade sem rosto - chamada de opinião pública (essa se mostra de várias formas - um vilã de mil faces talvez), essa opinião pública - ou "unanimidade", determinou que a verdade absoluta do "ser" está atrelada a conquistas de bens materiais, sucesso, status quo - social, liberdade sexual, sentimental e poder financeiro, uma escravidão iluminista de prazer a todo custo, essa tal liberdade nos escravizará cada vez mais e sem dúvida já nos escraviza, e em meio aos avanços tecnológicos têm acelerado o processo de individualização social.


Então questiono, quando as conquistas materiais não forem suficientes, nem o dinheiro, e sempre houver uma fenda que não se preenche, um vazio ou uma busca ao vazio, o que será dessa razão financeira ocidental - o ter contra o ser? E eu pergunto mais - mas se todos estiverem trabalhando, quem estará cuidado da verdade absoluta do mundo e da humanidade, buscando-a? Quem educará as crianças do mundo de amanhã? Se todos estiverem livres das agruras e da dor, quem cuidará do amor, quem realmente terá o visto de perto e assim o propagará? Garanto, homens não tem essa habilidade sensorial-sobrenatural. Assim já compreendem os povos judeus por exemplo - em que as mulheres têm maior proximidade de Deus, por isso os homens Judeus usam chapéus - como o quipá - para não esquecer da superioridade de Deus, e que há uma verdade superior a eles, já as mulheres não precisam, elas são mais próximas à Deus e dotadas de supremacia espiritual (tal como Vênus, mais próxima ao Sol). Quanto aos resultados físicos e psíquicos para os indivíduos e a sociedade, posso afirmar, que surgirão patologias, essas por vezes incompreensíveis, mas a dor delas será real.


VII - A Pluralidade Universal e o Gênero ---------------------------------------


Afirmo novamente a questão da pluralidade dos fenômenos no universo, e a necessidade de compreendemos como sendo necessário que hajam tais diferença, papéis e quem os cumpram, como uma casta social, humana ou animal, foi assim que a humanidade prosperou e tudo surgiu, como - o simples negativo e positivo - luz e escuridão; não misturemos o que é a parte da luz e o que é a parte da escuridão (Dia e Noite), o que são os Reis e o que são as Rainhas, soldados, operários, artesões, médicos, pensadores - filósofos, marinheiros, aviadores, músicos, esportistas (...) ou o que são homens e mulheres, leões e leoas, não é uma questão de gênero sexual e sim, de papéis de gênero - braços que cortam as árvores, são diferentes de braços que as plantam. Pois essas discussões e exposições de estranhos números de pesquisas (sobre diferenças salariais, cargos, entre outros dados falseados e especulativos - cientificamente deturbados), criam certa revolução, ou argumentos que propagam caos e fazendo isso sempre mudaremos o futuro, que organizávamos, algo como derrubar um castelo, pois no meio do projeto repensamos e queremos outros tipos de castelos-impérios, dessa forma o castelo nunca fica pronto; causando sempre mais complicações e distanciamento da harmonia, do que o inverso - ou seja, caos puro e incompletude eterna.


Um exemplo prático dessas transformações - vejamos mulheres, motoristas de ônibus - ao passar pouco tempo elas se masculinizam, os cabelos ficam curtos, os traços finos enrijecem e tantas outras características mudam, parecem que ao tomar a si espaços masculinos (concebidos e construídos pelos homens) as mulheres saem de Vênus em direção a Marte (perdem brilho e exuberância e retornam a um estado bruto de terra rochosa), se distanciando assim do Sol, e o oposto também ocorre, homens que tentam tomar a si a natureza da exuberância feminina, tentando ir de Marte para Vênus, mergulhados no tal universo feminino, e se transformam. Nesse caso a mitologia se mistura com a realidade, as mudanças físicas acontecem de fato.


Pois é assim, que acontecem nos fenômenos humanos - identificação e personificação - símbolos e comportamentos se misturam, sem que a humanidade saiba, que é a essência que precede a existência, é a coroa do Rei que faz o Rei - não o contrário, é o poder que controla o homem - não o contrário, esse todo emergido na sociedade humana, não é algo do homem, parece que de forma muito sútil é a mulher que consegue habilmente manipular e controlar tudo, fazer o homem sonhar, em ser um General e mudar o mundo, conquistar o tal poder e reinos, sem saber como fazem, elas apenas conseguem fazer os homens invadirem reinos, aumentar castelos ou simplesmente trocar lâmpadas, matar baratas, trocar de carro, tomar banho e reformar apartamentos.


VIII - Religião, Símbolos e o Movimento Humano ------------------------


Uma alegoria religiosa - Jesus Cristo ressuscitou Lázaro e ressuscitou a si mesmo, andou sobre as águas e Moisés abriu o mar vermelho, porém eles não foram considerados feiticeiros ou bruxos, as mulheres sim, pois enfeitiçam os homens - com maquiagens, danças, sabores, aromas, roupas, beleza, fragrâncias, rituais ocultos e obscuros, mais profundos que a viagem do homem à Lua; sei que esse texto mistura um tanto de coisas, mas esse é o fato (pois é interpretativo cultural-mitológico), que faz dos homens terem moldado a civilização, reprimindo da mesma forma que fomos reprimidos, libertando da forma que fomos libertos, representando o mundo do nosso imaginário infantil, esse moldado pelas mulheres, desde o ventre, pois crianças podem ser órfãos de mãe, pai, porém ninguém é órfão de ventre.


Quanto a mistura de símbolos, histórias, ciência, religião e assim é, criou-se a expressão íntima daquilo que acontece ao nosso redor, e é incorporado a nós (homens e mulheres), já em nossas relações expressamos tais transformações, da forma que é possível, e assim por vezes as relações homem x mulher mudem, mas com os devidos ciclos da vida, sempre retornam a um estágio primordial.


Os símbolos são simples fenômenos incorporados nesse mundo de possibilidades, associações que criam relações e mobilizações - as mulheres por exemplo, queriam novos temperos e os homens foram buscar na Ásia, queriam joias e buscamos no mundo inteiro, acreditando em El Dourado e até em Atlântida, acreditamos, escrevemos, desenhamos e buscamos - revirando o mundo e escavando buracos sem fim, em busca de tesouros e joias (sem valor real) em nome da coroa ou em nome da cultura, que tem como fundamental alicerce o símbolo feminino, pois imagine uma primeira criança no mundo - Quem a educou e o alimentou? - O pai ou a mãe, logo qual é a pedra fundamental que alicerçou o mundo? Homens ou mulheres?


Os pedidos parecem ser simples, das mulheres, mas em meio a isso tudo mudou - as embarcações, portos, estradas, economia, línguas, relações, sociedade, evolução (de primatas à homens) e tudo mais que fosse possível, tal como formigas a mando da Rainha, saindo do formigueiro atrás de comida e criam teias sociais complexas para tal, viram a terra de ponta cabeça - literalmente é o que todos seres fazem com o planeta terra.


Se a relação dos Impérios, Egípcio, Romano, Grego, Britânico, Mongol, Americano, é formado por essa teia primária de homens atendendo a mandos e desmandos femininos, já não afirmo que é simplesmente isso, é algo mais belo, com certa dualidade entre a simplicidade e a complexidade e esta é uma parte para um trabalho realmente científico, e não apenas um ensaio filosófico - cultural-mitológico; de fato é plausível que toda a humanidade têm com isso se expandido - Júlio César e Marco Antônio também caíram nas graças de Cleópatra, o amor deles por ela assim fez, que eles sucumbisse e em todas as sociedades humanas é assim que se configura as relações homem e mulher, em tantas possibilidades também surgem os jogos de poder - vitoriosos e derrotados.


IX - A Criação e a Educação ----------------------------------------------------------


Filhos nascem, sendo mulheres ou homens, advindos do ventre materno, nutridos pela mãe e regimentados pela mãe e cabe a mãe a guarda dos filhos primordialmente, pois cabe a mãe natureza a construção da vida, cabe às mulheres a construção e a manutenção da ordem em toda civilização, foi assim ontem, é assim hoje e será assim amanhã! Não é uma escolha é um mandamento - algo talvez escrito nas estrelas, ou uma ordem da natureza para nós. Já ouvi pessoas dizendo para pais - mas você não "devolverá" a criança para a mãe? Afirmação estranha, mas profundamente sincera, advinda desse mandamento de quem os filhos são, tais como os frutos das árvores e as árvores da mãe natureza.


Afinal, por que os homens são tão revoltosos, senhores das guerras e grandes revolucionários, poetas, artistas, pintores, pensadores, vivem em eterna busca e eterno desconforto; saem cedo para trabalhar, sempre estudando, ou para buscar meios de fornecer o sustento para suas famílias (antes era a caça) e agora caçamos iguais, mas de forma diferente - por que tudo isso? Brigas, raiva, revolta, violência, agressividade, armas, guerras, em nome de quê? Criação x Emancipação, elementarmente.


A educação do começo do texto, é a mesma que se segue ao longo da vida, aprendizado, regras, métodos, doutrinas, postura, caligrafia, respeito, socialização, esforço, dedicação, boas notas, diplomas, orgulho (...), ou seja, aquela mesma organização social sugerida pelas mulheres a mesa de jantar, nesse caso transformada em algo maior, algo coletivo, para que todos os filhos e filhas de todas as mães, possam se entender, aprender juntos e compartilhar, o progresso humano, nem mesmo a psicanálise soube entender o que afinal era a educação, ou quem a criou, algo que cria tamanho desconforto na civilização.


X - A Repressão e a Ordem ----------------------------------------------------------


Pois é a ordem, repressão e organização provida pela sutileza feminina que rege os homens dessa forma e aos homens, parece sempre haver raízes que não se rompem, um limite - uma barreira, algo que parece manter o homem em uma eterna prisão, com isso ele busca respostas e meios de sempre mudar o mundo, em busca dessa raiz - árvore, cálice e tantos outros símbolos, claramente expostos em toda a história da humanidade. Invisíveis e simbólicos - porém reais e concretos, regem assim e também, o imaginário em meio a essa guerra de sexos.


Aos homens não há solução, pois não se rompe a escuridão e a luz, senão abriríamos mão das sombras de nossos eternos abrigos - casa, família, conforto, amor, comida, mesa, sonhos, buscas, sanidade, objetivos (...). Enquanto o papel feminino no casamento e na vida adulta se mistura ao longo da história, porém é de fato a mulher quem deve ser conquistada, ou àqueles que defendam seus interesses (pais - tutores), a protagonista de todos os casamentos, em todas as culturas humanas são as mulheres, já alguns pássaros criam ornamentados ninhos, com diferentes símbolos para chamar a atenção das fêmeas de vossas espécies, e essa é a ordem do fator.


Adão foi então expulso juntamente de Eva do paraíso, pois Eva comeu o fruto proibido da árvore da suprema sabedoria, tal como uma bruxa, foi dotada de certa sabedoria para domar os homens e moldar o mundo, aos homens ficaram as perguntas, como encontrar novamente o paraíso, onde afinal foram escondidas as árvores, da sabedoria e da vida eterna.


Abaixo um simples verso - palavras que se organizam facilmente na minha mente, como uma livre associação à figura feminina - historicamente expressada e projetada num poema

Poema - Arthur, Cavaleiro Sem Cabeça ---------------------------------------

Sinuosas curvas

Formosa conjectura

ad eternum olhar

Incompressível força

Farta beleza

Prazer minha alteza

Me chamo homem

Arthur,

Cavaleiro sem cabeça

A ti ofereço

Todas as minhas riquezas

Luta, força, conquistas, ouro e proezas

Conquistarei e moverei o mundo

E retornarei à redonda mesa

Aguarde por mim

Com sua pureza

Realeza

Felipe A. Zamboni / Policarpo Praxedes


XI - A Feminilidade e a Perfeição --------------------------------------------------

Cabe melhor as mulheres - os traços finos, a expressão corpórea - em dança e gestos femininos; cabe aos homens ceder ao encanto, ao enlace de traços, posto nos rostos, elementos de sedução, sendo de gueixas ou mulheres tribais, desnudas ou cobertas, a imaginação faz todo o trabalho, não há como impedir a luz e a escuridão de alcançar seu destino, da mente encontrar contrastes e saboreá-los, como mapas antes das cruzadas.


Os aromas de perfumes egípcios ou provençais, as indumentárias de seda e sutis texturas, recobrindo a pele. Não importa o que seja, tecido, perfume, sapatos, brincos, pérolas, diamantes, ornamentos em geral, o que as mulheres precisarem para continuar usando de seus feitiços os homens buscaram até no fim do mundo, para isso criaremos estradas, carros, barcos, aviões, armas, foguetes, submarinos, varas, arcos, flechas - descobriremos símbolos, notas musicais, fogo, roda, eletricidade - descobriremos e controlaremos os fenômenos possíveis, o que for necessário para atender aos pedidos das mulheres (mesmo que sobre uma ordem inconsciente), que só querem algum tempero especial para fazer o jantar e assim sendo, para a humanidade se manter coesa e sempre próxima aos seus instintos e próxima à mãe natureza.


XII - A Conclusão - Mulheres e Homens ---------------------------------------


Assim é, e muito mais é, a humanidade vive se perguntando o que é importante - a segurança, liberdade, independência (...) - não importa, não são essas as reais perguntas, ou respostas, a verdade é que o primeiro homem saiu para caçar e quando voltou o mundo não era o mesmo e isso tudo, pois, sua mulher, teve desejos e esses não puderam esperar, já os desejos masculinos elas sabem reprimir ou controlá-los.


Não importa o dinheiro, poder e carros (materialidades gerais), as mulheres sempre farão que os homens queiram ter mais - os machos brigarem entre si - por um poder supremo, para talvez acasalar e procriar - criar mais e mais, buscar mais, ir além, mas nunca será permitido ao homem - abrir mão de ter educação, lavar a mão e se sentar na mesa, pois é isso, simples assim, que tudo se criou, toda a civilização.


Peço que olhem a uma simples alegoria ocidental - a entrega do prêmio americano de cinema, o Oscar, reparemos nas roupas, quem afinal que se veste igual, homens ou mulheres? A resposta é mais uma irrefutável prova para quem sofre realmente de regimento em nossa sociedade. Porém há mais elementos, como a educação, que finda em momento crucial da vida por consequência posterior na humanidade, quem seremos nós e como será o todo social, e este momento é a educação, vejamos então desde o ensino básico (berçário-maternal-creche-pré-primário), quem são as pessoas responsáveis por conduzir a educação nesse momento (ensinar, regimentar, ordenar, moralizar, modelar) e afins? A resposta para esses simples exemplos é a verdade que negamos a aceitar, ou apenas nunca paramos para refletir, o exemplos e provas (científicas e não especulativas/humanistas) são incontáveis.


Sendo então o progresso à mando das Rainhas-Mães-Mulheres, em verdades reais, ou em símbolos irreais como cantos das sereias - para conservar a sanidade de velejadores conquistadores; ou o quadro de Monalisa, que é uma imagem mais famosa, que a própria imagem de seu criador, Leonardo da Vinci.


A sociedade de tudo isso se deriva, complexa, em meio a complexos; em meios a procura de verdades gerais, sobre esse reduzido fato, procurei no reino animal e suas sociedades quais não fossem dominados por um elemento feminino, porém nessa perspectiva que apresento, não encontrei nenhuma sociedade animal que não fosse dominado por mulheres, (pois são mesmo geneticamente mais sofisticadas, possuem o par cromossômico XX, já o homem XY - pois ficamos geneticamente inacabados, conduzindo apenas a ferramenta germinativa, apenas uma boca a nós foi dada, já as mulheres duas, é por assim dizer, a boca a grande ferramenta transformadora e criadora da natureza viva) - esqueçamos aquela velha ideia do macho Alpha, pois a questão é, o Alpha é fruto do Ômega - ou seja, pela fantasia da morte e do nascimento (retorno ao ventre - fantasia arcaica presente em todas as espécies de mamíferos), as mulheres acabam por controlar a sociedade o início e o fim (Alpha e Ômega), resultando assim na sociedade, em um formigueiro humano, criado num mundo - criado para as mulheres e pelas mulheres.


CIVILIZAÇÃO - UM MUNDO CRIADO PELAS MULHERES

Psicólogo Felipe A. Zamboni (2016)


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